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Mostrando postagens de junho, 2016

Dia das mães

Que saudade das florzinhas de beira de estrada, que as crianças traziam, quando vinham da escola, pequenos gestos, que deixaram saudades, chegavam de mansinho e com as mãozinhas escondidas e de repente me apresentavam uma flor. Aquela flor pequenina, perfumada, às vezes já murcha pelo sol e suor das mãozinhas Que tanto significado tinham para mim muito mais que mil rosas caríssimas, Pequenos gestos que nunca vou esquecer, quanto inocência e meiguice, Valeu mais que todos os presentes deste mundo! Alaide Martins 12/5/2009

Utopia

Numa tarde de domingo, sem muito que fazer, pus-me a dormir, Entre o real e o imaginário, apareceu uma fada, Debaixo de minhas cobertas me pus a pensar, quando a fada me conduziu a um bosque. - Se todas as mães pudessem ter um trabalho, somente de meio período e na outra parte ficassem com seus filhos, de que maneira? - Divisão de rendas e salário? Mas não foi só isso que pensei, talvez eu estivesse sonhando... - E que, também, todo ser humano tivesse dinheiro suficiente para o lazer e que os fins de semana fossem mais alegres. Eu devia estar com muito calor, também, pensei: - E se os idosos continuassem lúcidos até o fim dos seus dias, usando seus conhecimentos para o bem da humanidade, de que maneira? - Que fosse uma lei regulamentada pela governo federal e que todas as entidades governamentais ou não ocupassem os idosos para desenvolver suas atividades e transmití-las aos jovens. Sonhando ou acordada, meu pensamento foi mais longe: - Se não houvessem cadeias ou prisões, ...

Exaltação à vida, de Alaide Martins

Na busca pelo autoconhecimento, sempre atenta aos sinais e sonhos, Alaide cria inúmeros poemas e destes saiu o texto aqui teatralizado: